Bolívia negocia empréstimo de até US$ 2,8 bilhões com o FMI
A Bolívia está prestes a fechar um acordo com o FMI para um empréstimo de até US$ 2,8 bilhões, abaixo do esperado, que reforçará suas reservas internacionais.

O ministro da Economia da Bolívia, José Gabriel Espinoza, confirmou que o governo de Rodrigo Paz está a poucos dias de fechar um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) no valor entre US$ 2,5 bilhões e US$ 2,8 bilhões. O montante está muito abaixo dos US$ 5 bilhões inicialmente buscados pelo Executivo boliviano, uma redução de 44% em relação às expectativas iniciais.
Reforço das reservas internacionais
Segundo o ministro, mais da metade dos recursos chegarão no início de setembro e serão destinados exclusivamente ao fortalecimento das reservas internacionais do Banco Central da Bolívia. Isso representa uma mudança relevante em relação a anos anteriores: diferentemente de ocasiões passadas, os recursos não serão usados para financiar importações de combustíveis ou as necessidades de divisas de empresas públicas.
Um acordo com valor estratégico
Espinoza destacou que o acordo com o FMI tem um valor que vai além do montante desembolsado. Sua assinatura desbloquearia, segundo o ministro, novos créditos de organismos como o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Andina de Fomento (CAF). Se esse efeito multiplicador se concretizar, o financiamento externo total da Bolívia este ano poderá ultrapassar os US$ 5 bilhões.
Uma mudança de foco na política econômica
O anúncio reflete a tentativa do governo de Rodrigo Paz de recompor as relações da Bolívia com os organismos multilaterais de crédito e estabilizar reservas internacionais que têm sido motivo de preocupação nos últimos anos. A confirmação oficial do acordo e suas condições específicas são esperadas nos próximos dias.
Fontes: El Deber (Bolívia).