Irã fecha Estreito de Ormuz enquanto Brent sobe 10% em um dia
O Irã bloqueou o Estreito de Ormuz após ataques dos EUA, fazendo o petróleo Brent subir 10% em um único dia, até os 86 dólares, seu maior salto desde 2020.

O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) fechou o Estreito de Ormuz ao tráfego de hidrocarbonetos em 15 de julho, em retaliação a bombardeios estadunidenses na região. A medida provocou uma alta de 10% no petróleo Brent em um único dia, seu maior salto desde 2020, estabilizando-se perto dos 86 dólares por barril.
A artéria do petróleo mundial
O Estreito de Ormuz é a principal via de transporte de petróleo do planeta: cerca de 20 milhões de barris diários de petróleo e gás natural liquefeito transitam por suas águas, segundo dados citados pela Moncloa.com. Um fechamento prolongado desse corredor teria impacto direto no abastecimento energético global, especialmente na Ásia e na Europa.
Avisos cruzados
O comandante iraniano, general Mohammad Akraminia, alertou que as forças do IRGC permanecerão posicionadas “até o último suspiro”. De Washington, a Casa Branca insistiu na necessidade de manter a via marítima aberta, enquanto Donald Trump chegou a propor um pedágio de 20% sobre as cargas que transitam pelo estreito, uma ideia qualificada de “pirataria” pelo presidente brasileiro Lula da Silva.
Risco para a Espanha e a Europa
Analistas de mercado não descartam que o preço do Brent chegue a 100 dólares se o bloqueio se prolongar por mais de duas semanas. A Espanha, que importa mais de 10% de seu petróleo por esta rota, enfrenta risco energético direto que poderia se traduzir em preços mais altos de combustíveis e, consequentemente, na inflação geral.
Um mercado em alerta
A tensão em Ormuz soma-se a um contexto já marcado pela instabilidade no Oriente Médio, e os mercados energéticos acompanham de perto qualquer sinal de escalada ou de uma eventual desescalada diplomática que permita normalizar o trânsito pelo estreito.
Fontes: Moncloa.com.